04 de Agosto, 2016

Memória de São João Maria Vianney

“Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” (Mt 16,13-23).

O título “FILHO DO HOMEM” quer dizer: “aquele que é o homem por excelência”. Os discípulos estavam sendo provocados por Jesus para reconhecerem que O ÚNICO PERFEITAMENTE HOMEM SÓ PODERIA SER DEUS QUE, POR SER PERFEITO, EM JESUS, FEZ-SE HOMEM. Eles estavam no caminho certo, mas foi Pedro quem melhor reconheceu a perfeição em Jesus, ao dizer que o homem perfeito somente poderia ser “o Filho do Deus vivo". PEDRO CONSEGUIU RESPONDER, MAS LHE FALTAVA ALGO MAIS. AINDA ESTAVA ACOSTUMADO A VER UM MESSIAS POMPOSO E EXTRAVAGANTE, EM MEIO ÀS REGALIAS E RIQUEZAS DESTE MUNDO. NÃO TINHA CONDIÇÕES DE IMAGINAR O FILHO DE DEUS SOFRENDO, SENDO HUMILHADO PARA UM DIA MORRER NUMA CRUZ. Jesus, ainda que bruscamente, foi ajudando o seu discípulo a enxergar que a perfeição de Deus somente tocaria este mundo a partir de sua cruz. PEDRO, COM PACIÊNCIA E FÉ, FOI RECONHECENDO QUE A CRUZ DE JESUS, UNIDA À SUA CRUZ, LHE DARIA CONDIÇÕES DE SE TORNAR A PEDRA QUE CONSTRUIRIA A IGREJA DE DEUS. Como Pedro, com passos seguros e firmes, deixemos com que Deus construa a nossa vida. Ao povo de Israel, o profeta Jeremias disse que Deus imprimiria a sua lei em suas entranhas (1ª leitura – Jr 31,31-34). Hoje a Igreja celebra o dia de São João Maria Vianney. Um padre muito simples e austero, que passou a sua vida numa cidade da França imprimindo a lei de Deus no coração das pessoas. Como Pedro e os demais discípulos, como o profeta Jeremias e ainda como o próprio São João Maria Vianney, será que realmente conhecemos a Deus? Será que as pessoas à nossa volta conseguem sentir o amor de Deus por meio de nossas palavras e atitudes? Jeremias tinha tanta intimidade com Deus que, no evangelho de hoje, ao tentarem responder a pergunta de Jesus, alguns o confundiram com o próprio Jeremias. Se tivermos por base e fundamento o próprio Jesus, a nossa fé será comparada a de Jeremias, de Pedro, de São João Maria Vianney e de tantos outros que viveram a perfeição de Deus no perfeito Jesus de Nazaré.

Abraços do Padre Aureliano.




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