Romaria Nossa Senhora das Dores

 

Aproximadamente 400 mil romeiros fazem a festa acontecer na Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores
 

Com o passar do tempo as romarias começaram a tomar forma e se estruturar em Juazeiro do Norte. Padre Cícero sempre pedia aos romeiros: “nunca deixem de vir ao Juazeiro”. Os romeiros acolhiam seu pedido com muita alegria e satisfação.

Paulatinamente, começa a surgir o chamado ciclo de romarias. A primeira deste ciclo acontece durante a festa de Nossa Senhora das Dores, padroeira da cidade. São dias de grande festa em Juazeiro do Norte. Além dos filhos da terra, calcula-se que aproximadamente 400 mil romeiros fazem a festa acontecer na Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores (antiga igreja matriz de Juazeiro), além de outros importantes lugares que compõem o itinerário romeiro. São eles: Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (capela onde se encontram os restos mortais do Padre Cícero), colina do Horto (estátua do Padre Cícero, museu e o chamado santo sepulcro) e as igrejas do Sagrado Coração de Jesus (salesianos), São Francisco das Chagas (Franciscanos), entre outras.

Outro lugar que vem se destacando com a presença dos romeiros é a Abadia de Nossa Senhora da Vitória, com as monjas beneditinas que já estão presentes em Juazeiro há 10 anos.

A festa de Nossa Senhora das Dores é um momento sublime para o romeiro. Tradicionalmente os romeiros participam desta festa através das celebrações eucarísticas, confissões, orações pessoais, realização de promessas, ex-votos, etc.

No dia 14 de setembro, dia que antecede a celebração de encerramento da festa, os romeiros realizam a chamada “procissão dos carros”. Caminhões, ônibus e carros pequenos, numa grande carreata, atravessam algumas das principais ruas e avenidas de Juazeiro do Norte até alcançarem o largo da igreja Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores.

No grande dia dedicado a Nossa Senhora das Dores há um momento muito forte para os romeiros: a bênção de despedida do romeiro, também conhecida como a “bênção do chapéu”, pois o chapéu de palha, como já dizia o saudoso Monsenhor Murilo de Sá Barreto, é a identidade do romeiro do Padre Cícero e de Nossa Senhora das Dores.

A grande festa do dia 15 de setembro tem seu apogeu com a procissão de Nossa Senhora das Dores que ocorre no final do dia, percorrendo algumas ruas que fazem o entorno da Basílica Santuário. Em seguida há um momento de oração e bênção diante do Santíssimo Sacramento, que logo é seguido das palavras do bispo diocesano Dom Fernando Panico e de uma bonita e ilustrativa salva de fogos.

Por: Padre Aureliano de Sousa Gondim

 

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