Basílica Menor: Símbolos que identificam uma Basílica

08/02/2018 Por: Aline Salustiano
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A palavra Basílica vem do grego “Basiliké”, e remete a grandes construções. No sentido da fé católica, as basílicas são templos cuja riqueza espiritual é imensurável. Este é um título que é concedido pelo Santo Padre o Papa, por concurso de decreto da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos. Existem dois tipos: a Maior e a Menor.

As Basílicas Maiores encontra-se em Roma e são chamadas de papais: a Basílica de São João de Latrão, que é a Catedral de Roma; a Basílica de São Pedro, no Vaticano; a Basílica de Santa Maria Maior; e a Basílica de São Paulo Fora dos Muros. As Basílicas Menores são todas aquelas, além das quatro papais, que estão espalhadas no mundo.

Após a concessão do título de Basílica, o templo deve ostentar dois símbolos que representam o chamado da Igreja a escuta do Evangelho e a identificam como tal, que são: a Umbella e o Tintinábulo .

A Umbella é um baldaquino papal na forma de guarda-sol onde alternam-se as cores vermelhas e amarelas (cores de Roma), que são herdadas do Senado romano e que serviam ainda para abrigar o imperador romano. Elas foram adotadas como insígnias do governo papal. É símbolo próprio da dignidade da Basílica.

O Tintinábulo é um campanário, composto de uma haste que sustenta um pequeno sino ornado com um ícone de basílica titular. Na parte superior, possui o símbolo pontifício (tiara papal cruzada por duas chaves). É um campanário processional, sua função é de chamar a atenção dos fiéis para a passagem dos cortejos da basílica, a chegada do Papa ou de alguém importante.

Brasão

 

Condições para se obter o título de Basílica Menor

Para que um templo receba o título de Basílica são necessários alguns critérios:

1.    Que esta igreja seja exemplo para os outros por seu preparo e execução, seja pela fidelidade às normas litúrgicas e pela participação ativa do povo de Deus;

2.    Deve ser uma igreja “adequada tanto por seu tamanho quanto pelo tamanho suficiente do presbitério”;

3.    Que esta igreja goze de “celebridade em toda a Diocese”, celebridade histórica ou religiosa, “ou porque nela se conserva o corpo ou relíquia famosa de algum santo, ou porque nela é venerada de modo peculiar alguma imagem sagrada”. “Também deve ser considerado o seu valor histórico e como obra de arte”;

4.    Que esta igreja tenha um “número adequado de presbíteros, dedicados ao cuidado pastoral e litúrgico da mesma igreja, sobretudo para a celebração da Eucaristia e da Penitência”;

5.    Que seja eminentemente valorizado o número de fiéis para a execução da música;

6.    A concessão do título de basílica necessita, obrigatoriamente, do pedido do Bispo Diocesano, obtido o nihil-obstat da Conferência Episcopal, sendo acrescidos dos cadernos e relatórios que comprovem a origem, a história e a atuação religiosa da igreja, com respectivo álbum de imagens ilustradas e fotografias.

 

A Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores

 

A Paróquia de Nossa Senhora das Dores foi elevada ao título de Basílica Menor em 15 de setembro de 2008, a partir do pedido de dom Fernando Panico, bispo diocesano da época.  A concessão pontifícia se deu com a instalação da Sacrossanta Basílica, do núncio apostólico, dom Lorenzo Baldisseri, representante do Papa no Brasil.

No Estado do Ceará, apenas dois templos foram agraciados com o título de Basílica Menor, o primeiro foi o Santuário de São Francisco das Chagas em Canindé, no dia 30 de novembro de 1925 e o segundo a Basílica Santuário de Juazeiro do Norte, que é a única no Brasil, dedicada em honra de Nossa Senhora das Dores

 

 

Fonte: Decreto Casa da Igreja – sobre o título de Basílica Menor, da Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 9 de novembro de 1989.

Em: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/index_po.htm

 

 

 



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