Em clima de festa, comunidade paroquial acolhe família venezuelana

14/06/2019 Por: Aline Salustiano
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No dia em que a Igreja celebra a memória de Santo Antônio, 13 de junho, a Paróquia de Nossa Senhora das Dores - Basílica Santuário, apresentou à comunidade a família venezuelana que há duas semanas reside no território paroquial. Na oportunidade aconteceu a Celebração Eucarística, presidida pelo pároco/reitor, padre Cícero José da Silva.

Em suas palavras, o celebrante enfatizou a presença dos venezuelanos na comunidade e a alegria de acolher a família. “O Padre Cícero Romão em sua vida acolheu a todos, por isso a Casa da Mãe das Dores é a casa de vocês. Com palmas expressamos a nossa alegria em recebê-los” disse.

Participaram da celebração o Professor Janailto Coutinho, representando o  Comitê Diocesano de Migração e Refúgio e os membros da família venezuelana que, desde de abril, residem no território da Paróquia de São Francisco, na cidade do Crato.

A família, acolhida na Casa da Mãe das Dores, antes de chegar na Região do Cariri esteve alguns meses na cidade de Amajari, em Roraima, e é composta pelo administrador de empresas Cesar Enrique San Jose, de 50 anos; sua esposa, a advogada  Rosa Moya de San Jose, de 46 anos e pelos filhos Cesar Eduardo de Jesus San Jose, 24 anos; Luis Cesar de Jesus San Jose Moya, 14 anos e Rosa Maria de Jesus San Jose Moya de 8 anos.

Na oportunidade, Cesar Enrique San Jose, externou a alegria e gratidão em poder recomeçar a vida na cidade de Juazeiro do Norte.  “Não há palavras na escrita para definir o que minha família e eu sentimos por essa grande acolhida que nos deu a Igreja católica e a cidade de Juazeiro do Norte. O que posso dizer para explicar, o sentimento do meu coração é, obrigado por tudo” disse.

Acolhida bem demonstrada ao fim da missa, quando foram chamados ao altar, para serem apresentados à comunidade, juntamente com os envolvidos na vinda da família para a Basílica Santuário.

Articulação para acolhida

Após o lançamento do Projeto de Solidariedade para acolher os venezuelanos, encabeçado pela Conferência dos Bispos do Brasil - CNBB, no ano passado, a Cáritas Diocesana assumiu, junto a outros organismos, o desafio de pensar meios de como ajudar e acolher os migrantes e refugiados proporcionando  alternativas de vida e trabalho.

O trabalho do Comitê consiste, em primeiro lugar, em externar para os responsáveis pelos migrantes em Roraima o desejo de acolher os venezuelanos e, posteriormente, articular a acolhida local e a inserção dessas pessoas na comunidade.  “O comitê Diocesano de Migração e Refúgio tem uma demanda grande. O nosso objetivo é acolher 50 famílias, para isso convidamos outras paróquias, organização e instituição a se articularem para a acolhida dessas famílias”, frisou o professor Janailton Coutinho.

Discutir o tema

Para discutir o tema será realizado nos dias 18 e 19 de junho, no Salão de Atos da Universidade Estadual do Cariri - URCA, o I Seminário de Migração e Refúgio. O evento, aberto ao público, é uma promoção da Pastoral Nacional do Migrante e do Comitê Caririense de Migração e Refúgio, ligado à Diocese de Crato.

“O objetivo deste seminário é despertar o poder público, instituições, prefeituras, universidades e os leigos a potencializar o acolhimento dos migrantes aqui na Região do Cariri. Nós somos uma região acolhedora, um exemplo é o padre Cícero Romão e nós temos a oportunidade de exercer essa acolhida”, enfatizou o professor Janailton Coutinho.



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