Categoria: Basílica
27/03/2019 Por: Administrador
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No último dia 24 foi o aniversário do Padre Cícero Romão Batista, a quem, carinhosamente, uma nação de romeiros chamam de “padrinho”. O grau de parentesco não é sem motivo. São incontáveis os testemunhos de milagres, o testemunho de pessoas que, valendo-se da intercessão dele, foram curadas de grandes males, muitos tidos pela medicina como incuráveis. A fé, no entanto, sempre fora superior, sempre a tudo superou.
Nestes tempos de individualismo e indiferença, Padre Cícero nos ajuda a compreender onde devemos deixar a nossa marca: na coletividade. Grande mestre na escola da humanidade, no ensino de uma pedagogia do encontro, na vivência de uma missão que transcende o ser humano a Deus, Padre Cícero ia além das aparências, mas também sabia repreender: “Quem matou, não mate mais; quem roubou, não roube mais. Romeiro de verdade vive na fraternidade”.
Mesmo quando a Igreja o impediu de exercer o sacerdócio, Padre Cícero não deixou de dar assistência aos que a ele acorriam, embora sempre obediente: “A minha defesa quem fará é a própria Igreja”. E em uma época onde pouco se falava em meio-ambiente, criou preceitos ecológicos que até hoje causam admiração nos estudiosos: “Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau; não toque fogo no roçado nem na Caatinga; não cace mais e deixe os bichos viverem” são alguns desses preceitos.
Celebrar os 175 anos do Padre Cícero, fazendo memória a tudo quanto ele realizara em nosso meio, é redescobrir o valor do cuidado, da solidariedade, da empatia, de uma fé com obras, obras de misericórdia, obras de amor, ensinamentos que urgem ser incorporados no nosso dia a dia, para que possamos viver mais leves e, como o padrinho, possamos dizer, constantemente: “A gratidão é uma virtude que vem do Céu”.
Ainda que tenhamos razões para desanimar, pelas notícias de violência, de corrupção, de perversidade e de desamor que nos chegam, Padre Cícero jamais desanimou. Foi incansável. Há muito, portanto, o que aprender com ele e com os inúmeros romeiros e suas histórias de vida e de superação. Observa-los em suas expressões de fé, conviver com eles, ouvir suas histórias e suas impressões sobre o padrinho nos faz intuir: “Ele está vivo, não está morto”.
Que a vida desse padre santo nos encoraje a fazer o bem - sempre e em todo lugar. Que seus atos nos sirvam de inspiração, para continuarmos acreditando no ser humano, apesar dos erros e dos deslizes cometidos aqui e ali. Que o aniversário do padrinho seja a renovação da nossa força interior, da nossa fé e do nosso amor por Deus e pelo mundo.
Pe. Cícero José da Silva
Reitor da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores
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