Basílica Santuário conclui o mês mariano com a solene coroação de Nossa Senhora

Basílica Santuário conclui o mês mariano com a solene coroação de Nossa Senhora

Categoria: Basílica

01/06/2023 Por: Nayane Moreira - Jornalista


O Céu azul do fim de tarde parecia de forma sutil e providente unir-se a cor do manto de Nossa Senhora das Dores de Fátima que, do altar preparado no patamar da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte - CE, olhava para os filhos que aos poucos começavam a ocupar os lugares na Praça dos Romeiros para o momento da solene coroação da Virgem Santíssima. Já é tradição que o dia escolhido seja o último do mês mariano (31).

O tema designado pela equipe de liturgia colocou em evidência um título de Maria ainda pouco conhecido: Nossa Senhora das Lágrimas. A aparição aconteceu em terras brasileiras, mais precisamente em Campinas - SP, por volta de 1930, e perpassa pelas revelações de Cristo e da Virgem Mãe de Deus à Irmã Amália de Jesus Flagelado, uma benevolente religiosa pertencente à Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado.

O título possui notável correlação com a padroeira de Juazeiro do Norte, como é possível encontrar no livro “Glórias e Poder de Nossa Senhora das Lágrimas”, de autoria de dom Francisco de Campos Barreto, bispo diocesano de Campinas na época dos fatos: “Esse novo nome, significando as virtudes, os méritos e a compaixão de Maria, em união com os méritos e a paixão de Jesus, vem apenas confirmar a devoção a Nossa Senhora das Dores, já secular e aprovada na Igreja, da qual as Lágrimas são a sua máxima expressão.”

Nesse sentido, a meditação inicial foi composta pela coroa das lágrimas. Logo depois, com os braços erguidos e acompanhando o ministério de música, os fiéis cantavam com fervor para o início do ritual de coroação: Maria, cheia de graça e consolo, venha caminhar com seu povo, nossa Mãe sempre será.”

Após a leitura do Evangelho, o Padre Cícero José lembrou que o povo de Deus se reúne neste dia “para reconhecer aquilo que Deus já o havia feito: coroar Maria como Rainha do céu e da terra.”

 

"A coroa grata a Deus da pureza e do candor."

O momento mais aguardado da noite trouxe de volta antigas tradições. Os hinos que foram entoados para a imposição da coroa e a despedida do mês mariano eram os mesmos utilizados nas coroações organizadas na Basílica de Juazeiro do Norte pela Pia União das Filhas de Maria, grupo de jovens mulheres solteiras que dedicavam louvores especiais a Nossa Senhora, dentre elas Amália Xavier e Assunção Gonçalves. Há 18 anos eles não eram cantados na Casa da Mãe das Dores.

A responsabilidade de dar voz a tradição ficou por conta da paroquiana Odete, que começou a fazer parte da extinta Pia União em maio de 1982. Enquanto ela piedosamente cantava com o olhar fito em Nossa Senhora, a Coroa deslisava de forma serena pelas mãos das crianças que, vestidas de anjos, representavam à corte celeste.

Ao som da estrofe: “aceita, ó Mãe dos filhos seus, o presente do teu amor, a coroa grata a Deus da pureza e do candor”; a paroquiana Marta Maria depositou a coroa cuidadosamente na cabeça da imagem de Virgem Bendita. Marta foi uma das primeiras pessoas a propagar a devoção a Nossa Senhora das Lágrimas em terras juazeirenses e para ela, coroar Nossa Senhora, foi um momento ímpar: “É inexplicável a emoção, pois eu jamais imaginei que um dia faria parte deste momento”, disse com expressão radiante.

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