Caravana da Mãe das Dores e do Padre Cícero celebra Nossa Senhora de Fátima junto aos romeiros de Paulo Afonso (BA)

Caravana da Mãe das Dores e do Padre Cícero celebra Nossa Senhora de Fátima junto aos romeiros de Paulo Afonso (BA)

Categoria: Basílica

12/05/2024 Por: Nayane Moreira | Assessoria de Comunicação


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Na piedade popular, maio é tradicionalmente consagrado a Nossa Senhora, invocada por tantos títulos entre os católicos. No sertão baiano, mais precisamente na cidade de Paulo Afonso, a devoção a Nossa Senhora de Fátima ganhou espaço no coração dos pauloafonsinos há 70 anos, quando foi erguida, no centro da cidade, a igreja que nos dias de hoje recebe o título de Sé Catedral da Diocese.

Neste domingo, 12 de maio, data em que o calendário litúrgico assinala a Solenidade da Ascensão do Senhor, a Caravana da Mãe das Dores e do Padre Cícero atravessou os mais de quatrocentos quilômetros que separam Juazeiro do Norte (CE) de Paulo Afonso (BA) para marcar presença na última noite da trezena em honra à “Senhora do Rosário”.

“Fazemos o caminho como gesto de gratidão. Gratidão pelo que eles representam em Juazeiro, mas também pelo que representa a capital da fé estar simbolicamente em meio aos romeiros. Nós celebramos, sobretudo, a Palavra, participamos com mais consciência da mesa da Eucaristia e nos comprometemos a sermos também multiplicadores do cuidado que o Padre Cícero Romão teve para com o povo”, disse o Padre Cícero José, reitor da Basílica de Nossa Senhora das Dores.

À convite do cura da Catedral Nossa Senhora de Fátima, Padre José Raimundo, a celebração da noite foi presidida pelo padre Cícero José e contou com expressiva participação do povo de Deus que exortava jubiloso no início do trezenário: “Com alegria festejemos a nossa padroeira, aleluia!”

“Neste momento de festa, nós queremos valorizar aquilo que o povo tem, ou seja, a presença de Padre Cícero, Frei Damião e outros missionários do Nordeste que alimentaram a fé do povo. Esta igreja, por exemplo, foi erguida há 70 anos e alimentada pela fé desses homens de Deus que a continuam erguendo através do testemunho, pregação, conselhos e das romarias que se faz a Juazeiro e tantos outros lugares de devoção. Então, para nós, é uma alegria poder dar a devida importância à fé por meio da piedade popular”, conta o Padre José Raimundo.

Com o coração de romeiro

Assim como em tantas outras cidades, Paulo Afonso também abriga histórias de fé romeira que vêm sendo repassadas de geração em geração. Joanita Alencar é um exemplo da piedade autêntica, cujos olhos refletem a devoção que nasce da alma e foi alicerçada por fortes raízes.

“Eu comecei a ir a Juazeiro junto com a minha mãe desde os oito anos de idade e, a partir dela, eu e toda a minha família vivemos a experiência de sermos romeiros. A fé romeira ela é transmitida e vivida através das visitas ao Juazeiro, porque, nós sabemos que lá é um pedacinho do céu, onde nos encontramos com Jesus Cristo pela intercessão da Mãe das Dores e do ‘Padrinho Cícero’, pedindo que nos abençoe e nos conduza na vida romeira e cristã. Nós somos uma parte de toda a nação romeira aqui em Paulo Afonso e tentamos levar no cotidiano essa essência romeira que o Juazeiro plantou um dia nos nossos corações”, narrou Joanita.

Da influência juazeirense no cotidiano de Paulo Afonso despontou, há 32 anos, a iniciativa de uma comunidade romeira que ganhou o patrocínio da Virgem Dolorosa. São também eles que organizam há uma década a celebração em sufrágio da alma do Padre Cícero a cada dia 20 do mês.

“A nossa comunidade quando foi fundada em 1992 recebeu como padroeira Nossa Senhora das Dores, porque a nossa essência e base é esse caminhar romeiro e a fé em nosso Senhor Jesus que um dia trouxe Padre Cícero ao sertão do Ceará para converter o povo e ensinar o amor de Cristo que hoje se propaga, não se esquece e é vivido por cada um de nós”, completou Joanita.

Homenagem

Ao final, os grupos de romeiros que costumam realizar peregrinações a Juazeiro do Norte fizeram uma homenagem simbólica às romarias. Organizados em fileiras e entoando benditos, eles traziam chapéus de palha na cabeça e carregavam nos braços duas imagens: Nossa Senhora das Dores e o Servo de Deus Padre Cícero Romão Batista.

A imagem da Virgem Dolorosa foi um presente ofertado à paróquia pelo Padre Cícero José. A lembrança é um marco da primeira passagem da caravana pelo município.

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