Corpus Christi: testemunhar com palavras e atos a verdadeira comunhão

Corpus Christi: testemunhar com palavras e atos a verdadeira comunhão

Categoria: Basílica

12/06/2020 Por: Assessoria de Comunicação


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A solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, propagada entre os fiéis como “Dia de Corpus Christi”, é uma data instituída no calendário litúrgico para recordar a todos que a “Eucaristia faz a Igreja”.

Na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte - CE, uma tenda foi ornada com flores naturais no interior da Matriz para a exposição do Santíssimo Sacramento. As bandeiras do Nordeste, distribuídas entre os bancos, simbolizavam os romeiros, cujo coração e pensamento estão constantemente em sintonia com a Casa da Mãe das Dores.

A programação começou cedo, com a Oração das Laudes, seguida de adoração, que se estendeu até às 15h30. Às 16h, teve início a Santa Missa, presidida pelo pároco reitor, Padre Cícero José da Silva, concelebrada pelos vigários paroquiais, Padre Cícero Gomes, Padre Edson Bantim, Padre Paulo Borges, Padre Antônio Romão e Padre Paulo Evangelista, pároco do município de Assaré – CE. De todas as partes e irmanados na fé, paroquianos e romeiros se reuniram em torno de seus altares domésticos, congregados e sintonizados pela transmissão da TV Web Mãe das Dores, na página do Facebook e no canal do Youtube.

Na homilia, Padre Cícero José chamou atenção para a falta de fé que levou os judeus ao escândalo, dizendo que a mesma descrença é manifestada por muitos cristãos, ainda hoje. Isso acontece – disse o padre – porque o cristão que não dá testemunho com sua própria vida causa dúvidas. ‘Comer a carne’ significa receber na fé a existência humana de Jesus; ‘beber o sangue’ é receber o dom da vida do Enviado de Deus. Sem aceitação livre e sem receber como dom ‘o que desceu do Céu’, não é possível viver plenamente. O Padre Cícero Romão, por sua vez, soube alimentar-se do Corpo e do Sangue de Jesus, vivendo com Ele e testemunhando com palavras e atos o que é a verdadeira comunhão. Esse é o exemplo a ser observado e seguido.

Caminhar com o Senhor

A celebração do Corpo e Sangue de Cristo é a única em que o Santíssimo Sacramento sai em procissão. Por causa da pandemia, que impediu os fiéis de participarem presencialmente da solenidade, o Santíssimo percorreu todas as ruas do território paroquial da Basílica. O momento final da bênção eucarística aconteceu na colina do Horto, onde está o monumento do Padre Cícero Romão. De lá, o ostensório foi elevado para abençoar a cidade e o povo romeiro.

Durante a bênção, o reitor, Padre Cícero José, disse que é preciso olhar o futuro com confiança, lembrando sempre da promessa feita pelo padrinho: “Do Céu, rogarei a Deus por vocês”.

Patrícia Mirelly - Jornalista

Catequese

As raízes da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remontam ao século XIII. Em 1215, diante daqueles que alegavam a presença simbólica e não real de Cristo na Eucaristia, o Quarto Concílio de Latrão afirmava a verdade sobre a Transubstanciação, que o Concílio de Trento, em 1551, reafirma em modo definitivo: com a consagração do pão e do vinho ocorre a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo, e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue.

Na Bélgica, após as experiências místicas de Santa Juliana de Cornillon foi instituída uma festa local em Liège, em 1247. Depois de alguns anos, em 1263, um sacerdote da Boêmia celebrava uma missa na cidade italiana de Bolsena, próxima a Orvieto, aflito pela dúvida sobre a presença real de Jesus: durante a consagração, da hóstia partida saíram algumas gotas de sangue. Depois desse evento, Papa Urbano IV determinou, em 1264, estender a toda a Igreja a Solenidade de Corpus Christi.

 

Fonte: Vatican News

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