Categoria: Basílica
28/08/2022 Por: Nayane Moreira, assistente de Comunicação
Era fim da tarde deste domingo, 28 de agosto, quando as comunidades Santa Clara, São João Batista, Catolé e Horto se reuniram nas proximidades da estátua do Padre Cícero Romão para o cortejo com a bandeira e a Imagem de Nossa Senhora das Dores. Este é um dos momentos mais tradicionais da festa e romaria, que volta a acontecer depois de dois anos de restrições por causa da Covid-19.
“Estou muito alegre, muito satisfeita”, disse dona Mareuza Santana, resumindo o sentimento dos demais paroquianos. Há 25 anos, a aposentada prepara um altar na frente de casa e manda soltar fogos na passagem da padroeira. Este ano, porém, veio o convite: ser a guardiã da Imagem e da bandeira. Foi da casa dela que o cortejo seguiu ao som da fanfarra da Escola Moreira de Sousa, acompanhado por crianças vestidas de anjos e estandartes das pastorais e das comunidades.
Antes, Padre Cícero José acolheu e abençoou os fiéis rezando com eles a oração do Pai-Nosso. Ao lado dele estavam o Padre Francisco Vital e o seminarista Jardel Brito,
Pelas ruas do Horto, as expressões de fé eram muitas e diversas. Um homem, aparentemente embriagado, retirou o boné, ajoelhou-se no chão de pedra tosca e rezou. Uma criança, conduzida pela avó, acenava com uma bandeirinha e vibrava a cada pedido de “viva” a Nossa Senhora.
No começo da noite, o cortejo chegou à Praça do Romeiro, em frente à Basílica Santuário, para o solene hasteamento das bandeiras de Roma, do Ceará, de Juazeiro do Norte, dos Estados do Nordeste (representando os romeiros) e de Nossa Senhora das Dores, que foi acompanhada pelo hino “Virgem Bendita” e repiques dos sinos indicando que a cidade está em festa.
Ação de graças
Para abrir os festejos à padroeira de Juazeiro do Norte e da Nação Romeira, uma missa foi rezada na frente da Matriz pelo Padre Raimundo Nonato, diretor da Obra Salesiana, concelebrada por seus confrades e pelos padres que fazem a comunidade sacerdotal da Paróquia Nossa Senhora das Dores.
Na homilia, Padre Nonato lembrou da dimensão servil de Maria, a Mãe das Dores, e do Servo de Deus Padre Cícero Romão Batista. Sobre a Liturgia da Palavra, o presidente da celebração pontuou a importância da escuta das Leis de Deus que, dentre outras orientações, pede a prática da humildade. No Evangelho, Jesus ensina a buscar sempre os últimos lugares (os lugares dos que sempre se fazem servos). Também foi recordado que o convite da liturgia deste domingo e da festa da Padroeira é dirigido à conversão e à mudança de vida. Esse é o caminho para participar do banquete celeste, banquete da vida eterna.
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