Categoria: Basílica
15/04/2022 Por: Nayane Moreira
Na Sexta-feira Santa, este ano celebrada em 15 de abril, romeiros, paroquianos e muitos moradores de Juazeiro do Norte, Ceará, voltaram a participar de forma presencial da Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores. A retomada aconteceu após dois anos, graças ao avanço da vacinação e a queda no número de casos de Covid-19 no Estado do Ceará.
A celebração teve início às quinze horas. Segundo as narrativas dos Evangelhos, esse foi o horário em que Jesus deu o último suspiro na Cruz. Padre Francisco Vital, vigário paroquial da Casa da Mãe das Dores, presidiu a cerimônia solene concelebrada pelos demais sacerdotes e diáconos que seguiram em procissão silenciosa até o altar. Na chegada ao presbitério, Padre Vital deitou-se no chão como no dia de sua ordenação sacerdotal, gesto que manifesta a sua pequenez diante da realeza de Cristo.
No altar, nenhum adorno, a cortina escura por trás da Mesa da Eucaristia e as vestes vermelhas dos padres e diáconos indicavam o sacrifício do Cristo que tomou sobre si as enfermidades da humanidade, a fim de garantir-lhe a salvação.
Na Igreja Católica, a Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que a Santa Missa não é rezada; por isso, a celebração da Paixão do Senhor acontece em três momentos, sendo o primeiro deles a liturgia da Palavra com o cântico do Salmo e a proclamação das leituras (este ano retiradas dos livros do Profeta Isaías e Hebreus). Em seguida, é realizado o anúncio da Paixão de Cristo, segundo o evangelista João. A oração universal também faz parte do rito. Ela convida a rezar pela Santa Igreja, pelo Papa, por todas as ordens e categorias de fiéis, pela unidade dos cristãos, pelos que não creem em Deus, pelos judeus e pelos poderes públicos.
No momento da homilia, Padre Gilberto Júnior explicou que “hoje somos convidados a contemplar o mistério da Cruz redentora de nosso Senhor Jesus Cristo” (...) e contemplá-la não como “adorno ou amuleto de sorte”, mas como “sinal que nos mostra até onde pode chegar o poder do amor e da generosidade”.
O Padre ainda lembrou que este é um dia em que “somos chamados a praticar aquilo que Jesus praticou: a caridade e solidariedade com aqueles que ainda hoje sofrem as consequências de uma sociedade desumana injusta e desigual. Uma sociedade que, ainda hoje, condena e mata Jesus Cristo naquele que sofre a exploração”.
A celebração seguiu com outros dois momentos: a Apresentação e Adoração da Cruz; e a Comunhão Eucarística com as partículas consagradas no dia anterior, durante a Missa Vespertina da Ceia do Senhor. O beijo da Cruz continuou foi realizado apenas pelos padres, diáconos e seminaristas por medida de segurança contra a Covid-19.
Após a Comunhão, os fiéis seguiram em procissão por algumas ruas do território paroquial com a Imagem do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores. Para este momento, padre Cícero José, reitor da Basílica Santuário, convidou o povo de Deus a ser nas ruas em oração e meditação. “Como disse São Francisco, esse testemunho pode ser o único Evangelho que quem não esteve contigo na celebração faça a leitura”, disse o sacerdote.
Finalizada a procissão, as Imagens retornaram à Basílica Santuário, onde ficarão expostas para veneração até às dez da noite.
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