Missa recorda os 72 anos de falecimento do Beato José Lourenço

Missa recorda os 72 anos de falecimento do Beato José Lourenço

Categoria: Basílica

13/02/2018 Por: Aline Salustiano


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Na tarde da última segunda-feira, 12 de fevereiro, a Organização Não Governamental Beato José Lourenço, promoveu na Capela do Perpétuo Socorro, em Juazeiro do Norte, uma missa em memória ao fundador da Comunidade do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto. A Celebração recorda os 72 anos de falecimento do beato José Lourenço Gomes da Silva, homem simples que seguiu os ensinamentos do padre Cícero e dedicou- se ao acolhimento do povo nordestino.

A Celebração Eucarística foi presidida pelo Coordenador de Pastorais da Diocese de Crato, padre Vileci Basílio Vidal e contou com a presença de pesquisadores, cordelistas e historiadores que estudam o fenômeno do Caldeirão e a pessoa do seu fundador.

Durante sua homilia, padre Vileci relembrou pontos da história do beato e sua dedicação ao acolhimento do povo sofredor do Nordeste, que buscava em Juazeiro do Norte e no padre Cícero um direcionamento de vida. “Ao chegar no Juazeiro, à procura de seus pais, José Lourenço encontra o padre Cícero e muda o rumo de sua vida. Decide dedicar-se as coisas de Deus, tornando-se beato e tem na pessoa do padre Cícero o seu diretor espiritual” enfatizou o padre.

 Após se tornar beato, José Lourenço recebe as terras onde foi instalada a comunidade do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, distante 33 quilômetros do Crato, que por conta da grande seca de 1932, começa a receber um grande número de pessoas. A comunidade tinha como princípios a oração, a fraternidade e o trabalho. Segundo a senhora Maria Ferreira de Sousa,88 anos, remanescente do Caldeirão, o beato era um homem simples e um exemplo para os que ali se encontravam. “Ele era um homem muito importante para todos. Ele era um homem muito trabalhador e da fé. Em seus ensinamentos as pessoas deveriam trabalhar e rezar e não ofender ninguém. Ele só mostrava o caminho do bem”, enfatizou.

No final da celebração, a ONG Beato José Lourenço entregou uma comenda para vinte pessoas que, pelos serviços prestados a comunidade, tornam viva a memória do homem simples que se tronou beato e dedicou a vida a acolher o povo simples do Nordeste.

 

Legado

José Lourenço Gomes da Silva nasceu em 1872 no estado da Paraíba. Muito jovem foi trabalhar na agricultura,afastado da família que migraria para Juazeiro do Norte. Aos vinte anos de idade, José Lourenço vem para Juazeiro, onde reencontra sua família e se torna beato.

Após conhecer Padre Cícero foi encarregado de liderar uma missão, para onde o sacerdote enviaria pessoas que formaram o sítio Baixa Dantas. A comunidade se desenvolveu rapidamente o que não agradou o dono das terras, que as pediu de volta. José Lourenço Gomes da Silva transfere a comunidade para o sítio  do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto.

Caldeirão era uma comunidade autossustentável que dava abrigo às famílias camponesas que fugiam da exploração imposta pelos latifundiários e, por isso, não agradou a muitas pessoas. Em 1936, a comunidade foi invadida e arrasada por forças estaduais e federais. José Lourenço fugiu para a cidade do  Exu – PE, onde morreu em 1946 de peste bubônica, tendo sido sepultado no cemitério do Socorro em Juazeiro do Norte.

 

 

 

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