Missa Vespertina da Ceia do Senhor abre o Tríduo Pascal na Basílica de Nossa Senhora das Dores

Missa Vespertina da Ceia do Senhor abre o Tríduo Pascal na Basílica de Nossa Senhora das Dores

Categoria: Basílica

02/04/2026 Por: Nayane Moreira | Jornalista


O altar voltou a receber flores pela primeira vez desde o início da Quaresma, evidenciando o caráter festivo da celebração, mesmo em clima de recolhimento. A Basílica de Nossa Senhora das Dores acolheu, às 18h, fiéis para a Missa Vespertina da Ceia do Senhor nesta Quinta-feira Santa, dando início ao Tríduo Pascal, considerado o coração do ano celebrativo da Igreja Católica Apostólica Romana. 

 

A Basílica estava repleta de fiéis juazeirenses e romeiros de diversas regiões, que já começam a chegar à cidade para vivenciar os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. A celebração foi presidida pelo reitor da Basílica, padre Cícero José, que conduziu a assembleia à memória da instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial.

 

 

Homilia destaca sentido da memória e do serviço

 

Durante a homilia, o sacerdote destacou que a liturgia da Quinta-feira Santa tem como centro a memória em seu sentido mais profundo: não apenas recordar, mas viver o mistério de Deus que se entrega pela humanidade. “Trata-se de viver o mistério de Deus que dá a vida por nós e espera que façamos o mesmo para com os irmãos”, afirmou.

 

O padre também ressaltou que a Eucaristia exige compromisso concreto com a vida do próximo. Segundo ele, não basta participar da celebração; é necessário viver os ensinamentos de Cristo no cotidiano, especialmente na doação e no cuidado com os irmãos.

 

Ao refletir sobre o Evangelho, o sacerdote também reforçou o valor do serviço, recordando o gesto de Jesus ao lavar os pés dos discípulos, momento característico da celebração. Ele convidou os fiéis a abandonarem atitudes de orgulho e assumirem a humildade como caminho de vida cristã.

 

 

Rito do Lava-pés e referência ao jubileu franciscano

 

Um dos momentos marcantes da missa foi o rito do Lava-pés. Neste ano, os participantes escolhidos para representar os apóstolos eram homens e mulheres com os nomes Francisco ou Francisca. A escolha faz referência ao jubileu franciscano, convocado pelo Papa Leão XIV, pelos 800 anos do trânsito de São Francisco de Assis. O gesto reforça valores como simplicidade, fraternidade e serviço aos mais necessitados.

 

 

Unidade do Tríduo Pascal

 

A Missa da Ceia do Senhor não é concluída com a bênção final. Isso acontece porque o Tríduo Pascal é compreendido como uma única celebração que se estende até a Vigília Pascal, no Sábado Santo. A Igreja permanece, assim, em atitude de vigilância e oração, acompanhando espiritualmente os passos de Cristo até sua Paixão.

 

Ao término da celebração, o altar foi desnudado e as flores retiradas. O Santíssimo Sacramento foi conduzido em procissão até a Capela do Santíssimo pelo padre Cícero José. O gesto de transladação recorda a ida de Jesus ao Horto das Oliveiras. Ao mesmo tempo, uma cortina preta foi erguida cobrindo o altar-mor, marcando o início do luto litúrgico.

O desnudamento do altar, que simboliza o próprio Cristo, expressa a experiência do sofrimento e da morte. A sobriedade do espaço convida ao silêncio, à contemplação e à esperança.

 

 

Vigília e convite à oração

 

Após a celebração, a Basílica permaneceu aberta até a meia-noite para a Vigília Eucarística. Os fiéis puderam participar da adoração ao Santíssimo Sacramento e se aproximar do sacramento da reconciliação.

O momento reforçou o chamado à oração e à vigilância, em sintonia com o Evangelho e com o início do caminho pascal.

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