O último adeus a irmã Socorro Rolim

O último adeus a irmã Socorro Rolim

Categoria: Basílica

30/11/2023 Por: Nayane Moreira - Assessoria de Comunicação


Na tarde desta quinta-feira, 30 de novembro, o badalar do sino em seco compasso saudava com certo véu tristeza, mas repleto de esperança na ressurreição, o cortejo fúnebre da Irmã Maria do Socorro Rolim que por volta das 14h30 chegou ao patamar e adentrou à Basílica Santuário de Juazeiro do Norte para a Missa Exequial.

A religiosa faleceu na madrugada desta quarta-feira (29), em São Paulo. Dos 91 anos de vida, recém-completados no último mês de outubro, 41 deles foram dedicados ao serviço pastoral na Casa da Mãe das Dores por meio do trabalho catequético e de acolhimento aos romeiros.

Já no interior da igreja, próximo à  urna funerária, o Círio Pascal reluzia o fogo simbólico da luz de Cristo que sucumbe as trevas e recorda a participação dos batizados na ressurreição e alimenta a esperança na vida eterna. Na hora da Misericórdia, às 15h, o bispo da Diocese de Crato, dom Magnus Henrique Lopes, OFMCap, presidiu a Eucaristia. Além dos sacerdotes que formam à Comunidade Sacerdotal da Basílica, outros presbíteros diocesanos e o Padre Ataíde, religioso salesiano, concelebraram.

“Estamos celebrando e  agradecendo a Deus o testemunho da irmã Maria do Socorro. Com a sua vida consagrada, de oração, de entrega e amor à missão, mas também com os seus limites, foi se consumindo para viver os votos de pobreza, castidade e obediência. Ela foi vivendo em sintonia com o Pai, mas também em sintonia com os irmãos”, disse o bispo diocesano durante a homilia.

Logo após a Santa Missa e encomendação, o cortejo com o corpo da religiosa seguiu para o sepultamento em um cemitério privado da cidade.

A Celebração Eucarística foi transmitida pela internet. No chat ao vivo, muitos eram os comentários de gratidão pelo legado missionário da irmã Socorro. Um deles foi escrito pelo romeiro de Pernambuco, Fagner  Andrade: “Pessoas como a irmã Socorro fizeram com que as horas de estrada, calor e castigos da poeira quente do Sertão se tornassem refrigeradas pelo acolhimento simples, educado e de bom coração. Talvez seu nome não tenha entrado nos holofotes da romaria, mas sua importância está gravada no coração de um jovem romeiro que já foi criança e que viu de perto sua atuação tão importante e significativa para a pastoral de romaria.

Semente de vida

Irmã Arlene dos Santos, Vigária da Congregação de Nossa Senhora - Cônegas de Santo Agostinho, reuniu as religiosas para cantar o significado da presença viva e atuante da Irmã Socorro por meio da canção: “como pau d’arco a florir, vai se expandir, o justo vai em Ti, Senhor”, lembrando que a semente plantada em terra boa faz sempre a vida florescer.

“Nós, nordestinos, que conhecemos este sol, bem sabemos o que significa o pau d’arco. Ele dá sombra, flores, acolhe e abriga. Irmã Socorro foi e continuará sendo o nosso pau d’arco para encher de flores a nossa existência. Que nós façamos do testemunho dela aquilo que vai guiar a nossa missão na paróquia e no amor aos romeiros”, falou irmã Arlene ao fim da celebração.

Por tudo, obrigado!

Em razão da missão junto à Caravana da Mãe das Dores, o Padre Cícero José, reitor da Basílica, não conseguiu estar presente, mas enviou mensagem de gratidão pelo testemunho de vida doada da irmã Socorro.

“A missão é doar e servir! Quando se trata da Irmã Socorro essa definição muito bem se aplica. Ela, embora dotada de silêncio, foi uma mulher atenta aos sinais dos tempos e soube ser semente frutífera pela vocação que foi chamada a trilhar.  Do convívio com ela, dou testemunho da sua generosidade e, parafraseando Santo Agostinho, externo em palavras o sentimento que neste momento guardo no coração: ‘todas as minhas recordações são de ação de graças’”, dizia um trecho da carta remetida pelo reitor.

 

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