Categoria: Basílica
09/04/2020 Por: Thaís Cândido
Cadeiras separadas, santos cobertos por um pano roxo, flores e vestes brancas, com procissão de entrada feita dentro da própria Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores. Assim foi celebrada a missa da Ceia do Senhor.
Com a igreja vazia, devido à pandemia do Covid-19, a celebração que recorda a instituição da sagrada eucaristia, lembra também outros dois ensinamentos deixados por Jesus: o sacerdócio e o novo mandamento, de amar ao próximo como a si mesmo.
Durante a homilia, o presidente da celebração, padre Edson Bantim, vigário paroquial da Basílica Santuário, falou do amor de Jesus, que é incondicional, sem distinção, nem separação, sendo um ato de liberdade e total entrega para com o outro, além de ser o sustentáculo da igreja.
Ausência do rito do lava pés Mesmo antes de ser entregue, na última ceia, Cristo lava os pés dos discípulos, em um ato de amor e reciprocidade, firmando o amor ao próximo, o mais importante dos mandamentos.
Este ato, sempre lembrado na tradicional celebração do Lava Pés, não foi realizado este ano, porque exige proximidade, e por causa da pandemia, manter distância é crucial. Mas a ausência do rito, não tira o sentido da celebração da quinta-feira da Semana Santa.
“Não teve o gesto concreto do lava-pés. A própria cerimônia é a realização do gesto de Jesus, de lavar os pés dos discípulos. O significado daquele gesto é o serviço do amor e da entrega à humanidade. Ele se fez presente na cerimônia de hoje, mesmo sem o gesto concreto”, afirma o padre Edson Bantim.
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