Representantes da Basílica de Nossa Senhora das Dores são palestrantes na agenda socioambiental em escola da rede estadual de ensino

Representantes da Basílica de Nossa Senhora das Dores são palestrantes na agenda socioambiental em escola da rede estadual de ensino

Categoria: Basílica

08/04/2025 Por: Nayane Moreira | Jornalista


A Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Alaíde Silva Santos fica localizada no bairro Salgadinho, em Juazeiro do Norte – CE, e está inserida na área geográfica atendida pastoralmente pela Basílica de Nossa Senhora das Dores. Como parte das atividades da Agenda Socioambiental do mês de abril, organizada em parceria pelo núcleo gestor da unidade educacional e a Secretaria de Meio Ambiente do estado do Ceará, foi realizada na manhã desta terça-feira (8) uma palestra com a temática “Natureza e Juventude” que contou com a assessoria de dois representantes da Basílica de Nossa Senhora das Dores: Padre Cícero José da Silva (reitor) e Angelita Maciel (articuladora de pastorais); além deles, a orientadora da célula de Políticas Públicas e Projetos Ambientais da Secretaria Estadual do Meio ambiente, Angélica Leite, também compôs o núcleo palestrante.

A ação educativa que vislumbra o desejo de um Ceará mais verde é realizada em todas as escolas que possuem fomento à sustentabilidade. Dentro do projeto, a Escola Alaíde Silva é vista como prioridade, uma vez que está inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) Horto do Padre Cícero. Angélica Leite recorda a importância de iniciativas deste tipo no âmbito educacional: “Esse momento é importante, pois chama os alunos a serem multiplicadores e levar essas informações que foram apresentadas para as próprias residências, comunidades e ao senso de partilha com outros jovens”.

Os alunos participantes da palestra cursam o terceiro ano do ensino médio, que compreende a última etapa da escolarização básica no Brasil. Para eles, que estão às portas de escolherem uma carreira profissional e no início da juventude, o Padre Cícero José considera o diálogo pertinente e lembra a necessidade de orientá-los sobre a coparticipação no cuidado ecológico. “A Casa Comum é nossa responsabilidade e precisa do nosso cuidado. Sempre digo, os jovens não são o futuro, eles são o presente. É a decisão sustentável tomada hoje que vai construir o mundo que queremos no amanhã”, disse.

E para embasar o assunto abordado, o Padre Cícero José utilizou o exemplo do pioneirismo ecológico do Servo de Deus Padre Cícero Romão, cujos conselhos proferidos há mais de um século foram transformados em preceitos que ainda hoje servem de orientação aos sertanejos que desejam ver concretizado o vislumbre de futuro que o Patriarca do Nordeste prenunciava após cada recomendação ecológica: “Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer” (Padre Cícero Romão Batista).

Já a articuladora de pastorais, Angelita Maciel, lembrou durante a fala dela que a Igreja, formada por todas as pessoas que aderem à missão de caminhar com Cristo, assume não apenas o caráter devocional, mas também a natureza profética de anunciar a boa-nova, denunciar as injustiças e colaborar com as causas sociais em todas as instâncias.

Para concluir a palestra com uma mistura de saberes e sabores, houve a partilha de frutas e uma apresentação musical protagonizada por três estudantes que cantaram a música “Já parou pra pensar” de autoria do pernambucano Manim Vaqueiro, jovem artista famoso no mundo do forró, mas que carrega como missão de vida a bandeira da preservação ambiental. Um dos gestos concretos de consciência ecológica realizados pelo cantor teve a capital cearense, Fortaleza, como protagonista, quando na gravação do segundo DVD dele, em setembro de 2024, Manim optou por um projeto com iniciativa resíduo zero, onde todo o cenário foi construído com material reciclável e os resíduos sólidos produzidos foram reciclados por uma empresa local.

 

Saiba mais: conheça os preceitos ecológicos do Servo de Deus Padre Cícero Romão

• Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau;

• Não toque fogo no roçado nem na Caatinga;

• Não cace mais e deixe os bichos viverem;

• Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer;

• Não plante em serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé;

• Deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza;

• Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva;

• Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta;

• Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só;

• Aprenda a tirar proveito das plantas da Caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca;

• Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer. Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.

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