Reviver o caminho da Cruz: Procissão do Encontro é realizada pela Basílica de Juazeiro do Norte

Reviver o caminho da Cruz: Procissão do Encontro é realizada pela Basílica de Juazeiro do Norte

Categoria: Basílica

26/03/2024 Por: Nayane Moreira - Assessoria de Comunicação


O relógio apontava 16h quando dona Maria Lúcia e dona Alaíza colocaram mesinhas cuidadosamente ornadas nas calçadas de casa. Para elas, que moram nos arredores da Capela do Socorro, em Juazeiro do Norte - CE, aguardar à passagem de Nossa Senhora das Dores durante o itinerário simbólico da Procissão do Encontro de Jesus com Maria Santíssima se tornou preceito há mais de uma década. 

 

Embora a procissão só iniciasse às 19h, a expectativa das duas vizinhas era visível e se manifestava a cada fala. “A gente sem Deus e Nossa Senhora não é nada”, disse confiante dona Alaíza, cuja afirmação foi confirmada prontamente por Dona Maria Lúcia e seguida por um acréscimo: “Fico feliz de estar aqui, porque neste momento estou precisando muito de Jesus e de Maria, mas não rezo apenas por mim, juntas, rezamos também por todos os nossos familiares e vizinhos”. 

 

Na Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores, a terça-feira da Semana Santa é tradicionalmente marcada pela Procissão do Encontro, meditação piedosa do devocionário popular que leva os fiéis a reviverem as quedas de Cristo ao carregar o pesado madeiro e as dores de Nossa Senhora ao ver os sofrimentos do Filho. 

 

Da Casa da Mãe das Dores saem os homens com a imagem de Bom Jesus dos Passos enquanto às mulheres têm como ponto de partida a Praça Cônego Climério, elas conduzem nos ombros a representação da Virgem Dolorosa. O encontro das duas imagens acontece no Largo do Socorro onde é realizada a meditação da quarta estação da Via Sacra: “Jesus encontra Maria, sua mãe”. 

 

No interior da Capela dedicada à Virgem do Perpétuo Socorro, Padre Cícero José, reitor da Basílica, fez uma reflexão sobre o momento devocional vivenciado: “Ao encontrar Sua Mãe, os olhos de Jesus a fitaram e ela, certamente, compreendeu a dor de Sua alma. A união da grande dor de Jesus e de Maria nesse encontro tem sido a força de tantos mártires e de tantas mães aflitas. Esse fato ficou tão marcado na vida do povo católico que, ainda hoje, não deixam de celebrar a procissão do encontro na Semana Santa”.

 

O sacerdote ainda convidou todo o povo a recordar a atitude de Nossa Senhora diante da Cruz quando estiverem diante das intempéries no cotidiano. “Nossa Senhora e Jesus nos ensinam a vencer a aflição suportando tudo em silêncio por amor a Deus. Certamente, a dor nos humilha, mas é nessa santa humilhação que Deus nos edifica, corrige, cura e santifica”, disse. 

 

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