Categoria: Basílica
02/02/2024 Por: Patrícia Mirelly Lima - Jornalista
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Ao meio-dia desta sexta-feira, 2 de fevereiro, a multidão de fiéis lotou o interior e os arredores da Basílica de Nossa Senhora das Dores para mais uma despedida dos romeiros e a bênção dos chapéus.
Este é um dos momentos mais singelos das romarias. Os fiéis, embalados por benditos, choram, rezam e confiam à Mãe das Dores as suas vidas, as suas preces e a segurança da volta para casa. Daí o nome “despedida”. E os chapéus, usados durante toda a peregrinação, são erguidos em direção ao altar, num gesto de respeito e devoção.
Com a bênção recebida, os romeiros partem de Juazeiro do Norte carregando consigo a esperança e a fé renovada. Eles deixam a cidade, mas levam a experiência da romaria em seus corações, já com a promessa de retorno no próximo ano.
Pastores peregrinos
A emoção da despedida dos romeiros e da bênção do chapéu não é sentida apenas pelos leigos. Ela é extensiva também ao clero, aos seminaristas e aos religiosos e às religiosas presentes na Basílica.
Este ano, o momento tocou especialmente ao coração do cardeal Ángel Fernández, reitor-mor da Congregação Salesiana, que visita Juazeiro para a dedicação da Igreja Bom Jesus do Horto. “Estou com uma grande emoção, comovido de verdade; comovido pelos cânticos, pelo modo de rezar e por essa fé”, afirmou o cardeal.
O mesmo sentimento foi partilhado pelo arcebispo Dom Gregório Paixão, recém-chegado a Fortaleza, capital do Ceará, que disse estar em Juazeiro também como um peregrino, como um romeiro que volta para casa “com o coração renascido pela graça da presença do Senhor e pela bênção da Mãe das Candeias”.
“Para mim é uma graça, uma alegria poder estar com todos vocês e de modo especial poder estar aqui dividindo esse profundo amor que temos ao Senhor Jesus Cristo e ao mesmo tempo essa grande graça de ter uma Mãe tão amorosa ao nosso lado. Muito obrigada pela vinda de todos vocês”, expressou o arcebispo.
Atualmente residindo na Itália, Dom Fernando Panico também se disse emocionado no reencontro com os romeiros. “Eu fico feliz em ver que a nação Romeira continua viva; permaneçam nesta caminhada de fé, de esperança e de amor [...] sempre unidos, seja onde Deus quer que nós estejamos e vivamos!”.
A esta exortação os romeiros retribuíram com uma salva de palmas. Dom Fernando foi bispo de Crato durante quase quinze anos, período em que confirmou seu projeto pastoral de caracterizar a diocese como “Romeira e Missionária”. Entre as importantes missões que desempenhou, destacam-se a valorização das romarias e os estudos sobre o Padre Cícero.
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