Categoria: Basílica
16/09/2017 Por: Mychelle Santos
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É chegada a hora da despedida, hora de voltar para casa. De coração cheio de saudades, e olhos que transbordando as experiências e graças vividas, choram. Os romeiros, dos mais distintos lugares, que se preparam para voltar, levam na bagagem as vivências aqui experimentadas, os laços que se fazem. Tradição da Romaria, a benção dos chapéus e a despedida do romeiro acontecem sempre no encerramento, ao meio-dia, como foi neste dia 15 de setembro.
Iniciando esse momento, Dom Gilberto Pastana falou da dificuldade da partida e sobre as vivências durante esse tempo. “A hora da despedida é sempre uma hora difícil, que emociona todos nós, que vivemos dias de encontro, de partilha de vida, de troca de experiência. Ouvimos confissões, testemunhos de fé. Vivemos esses dias de convivência profunda. Imagino vocês nos seus ranchos. Quantas amizades não foram feitas, vidas construídas, histórias parecidas? E agora nos despedimos, com a força de Deus, com a fé vivenciada”, disse.
Lembrou ainda da espiritualidade em torto do tema da Romaria desse ano que convida a ir a casa de Maria. “Esse ano nós somos convidados a viver o tema da romaria. ‘É jubileu, é romaria. Vamos todos para a casa de Maria’, essa casa da aprendizagem, da acolhida, da vivência fraterna. Aqui a gente se identifica, aqui a gente constrói a vida num mundo tão desumano e distante de Deus, e certamente essa convivência nos marca e a gente tem aquele sentimento fraterno, o choro. O choro da despedida, o choro de alguém que parte. ”, ressaltou.
De chapéus erguidos para o alto, sobe o clamor e a súplica a Mãe das Dores, os romeiros pedem a sua benção e proteção e juntos com Dom Gilberto e os demais padres que participaram deste momento, rezaram o hino das laudes, da liturgia das Horas, pedindo a proteção da Mãe das Dores.
“Faze, ó Mãe, fonte de amor, que eu sinta em mim tua dor, para contigo chorar. Faze arder meu coração, partilhar tua paixão e teu Jesus consolar.
Ó santa Mãe, por favor, faze que as chagas do amor em mim se venham gravar.
O que Jesus padeceu venha a sofrer também eu, causa de tanto penar.
Ó dá-me, enquanto viver, com Jesus Cristo sofrer, contigo sempre chorar!
Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus, e o teu pranto enxugar.
Quando eu da terra partir, para o céu possa subir, e então contigo reinar”.
A benção não ficou apenas nos chapéus, mas foi estendida a todos os objetos de devoção e lembranças que traziam consigo, sinais que recordam o encontro com o Senhor, aspergidos pela água benta, que cela, de forma concreta, esse momento.
Dom Gilberto, ainda ressaltou e agradeceu aos romeiros, por dois importantes momentos durante essa Romaria: A carreata que ontem percorreu as principais ruas da cidade, e a conscientização dos romeiros na preservação e cuidado com a limpeza da Basílica.
A Romaria da Mãe das Dores este ano contou com a participação de 23.779 romeiros cadastrados na Sala de Apoio aos Romeiros, vindos de vários estados do País. Perguntados sobre a vinda à próxima romaria, a resposta ecoa por toda a Basílica: “Eu!” respondem os romeiros confiantes. “O padre Cicero José fez uma pergunta para vocês e todos responderam. Agora eu também vou fazer uma pergunta a vocês e essa pergunta é comprometedora, um compromisso. Quem vai trazer mais uma pessoa ano que vem?” perguntou Dom Gilberto aos romeiros, recebendo uma resposta positiva de todos.
Durante o canto de despedida, o Adeus Maria é embalado pelo choro e a comoção. O rosto lavado pelas lágrimas mostra a gratidão de um povo que se despedindo da Mãe, pedem a graça e a benção de voltarem a suas casas, mas em especial, de poderem retornar a casa da Mãe.
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