Categoria: Basílica
08/04/2023 Por: Nayane Moreira | assessoria de comunicação
Eram três horas da tarde quando, na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte – CE, teve início a Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor. Na igreja, enquanto os sacerdotes e ministros dirigiam-se ao altar, um completo silêncio prevalecia. Além disso, o altar desnudo, a ausência de flores e a grande cortina escura que estava suspensa por trás da Mesa da Eucaristia eram indicativos do clima de profundo respeito pela entrega fiel e amorosa de Jesus em favor da salvação da humanidade.
A Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que não há celebração da Santa Missa. Ao chegar no altar, o Padre Cícero José, que conduziu a ação litúrgica, fez um gesto de prostração chamado “proskýnesis”. De acordo com o Vaticano, no documento sobre as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, o ato “expressa a convicção do seu nada diante da Majestade divina, e o arrependimento por ter se atrevido a medir-se, por meio do pecado, com o Onipotente. Como o Filho que se anulou, o sacerdote reconhece seu nada e assim tem início a mediação sacerdotal entre Deus e o povo”.
Neste dia, a celebração é dividida em três partes: a Liturgia da Palavra, a Adoração da Cruz e a Comunhão Eucarística. Como não há Missa, a Eucaristia é proveniente das partículas consagradas no dia anterior, no decurso da Missa Vespertina da Ceia do Senhor.
Durante a homilia, o Padre Cícero José lembrou que “Jesus provou na Cruz o quanto é capaz de se compadecer de nós, assumindo nossa fraqueza humana, as nossas limitações, exceto o pecado, tudo isso para que participássemos de sua fortaleza.” O sacerdote ainda convidou os cristãos a, diante dos contratempos, contemplar a Cruz de Cristo, sinal manifesto do sofrimento e do amor: “Quando reclamarmos por coisas mínimas; quando acharmos que a vida não tem sentido ou valor, olhemos para Jesus na Cruz, meditemos essa entrega de Jesus e, certamente, não teremos do que reclamar”, exortou.
Eis o lenho da Cruz
Na segunda parte da liturgia, os fiéis presentes foram convidados a acompanhar com piedade o momento da Adoração da Cruz. Coberta por um tecido vermelho e carregada pelos diáconos Jardel Phellipe e Francisco Martins, após a Oração Universal, a Cruz seguiu, ladeadas por velas apagadas, pelo corredor central. Na chegada ao altar, enquanto o Crucifixo era descoberto, o Padre Cícero José meditava: “Eis o lenho da Cruz, de onde pendeu a Salvação do mundo. Vinde adoremos.” Durante a ação litúrgica, o momento do Beijo da Cruz foi realizado pelos sacerdotes, diáconos, seminaristas, leitores e religiosas.
Procissão e veneração do Senhor Morto
Neste dia não há bênção final, por isso, após a oração sobre o povo, o corpo litúrgico e os fiéis saíram em procissão por algumas ruas do território paroquial com a imagem do Senhor Morto, acompanhada pela representação de Nossa Senhora da Soledade. Concluído o percurso, as imagens retornaram à Basílica, que permaneceu aberta até às 22h para favorecer a veneração da imagem do Senhor Morto e a Adoração da Santa Cruz pelo povo de Deus.
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