Categoria: Basílica
29/03/2024 Por: Nayane Moreira | Assessoria de Comunicação
Uma liturgia solene, mas sem festa, marcada pelo silêncio respeitoso que ganha significado profundo no dia em que a Igreja recorda no mundo inteiro o memorial da Paixão e Morte de Cristo. Na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte – CE, os fiéis se reuniram às três horas da tarde desta Sexta-feira Santa (30) para a participação na Ação Litúrgica da Paixão do Senhor com os olhos centrados no mistério da Cruz, instrumento “do qual pendeu a Salvação do mundo”.
Pelo corredor central da Casa da Mãe das Dores, o corpo litúrgico seguiu em procissão até o presbitério. Diferente das demais celebrações, o itinerário foi realizado com a ausência de cantos. Este também é o único dia do ano em que não é celebrada missa nos templos católicos romanos. Dividida em três partes; a ação litúrgica contempla a escuta da Liturgia da Palavra, a Adoração da Cruz e a Eucaristia.
Após a narrativa da Paixão, o Padre Cícero José refletiu sobre as leituras proclamadas. “Vivemos numa sociedade que se esconde e foge do sofrimento, pois a contemplação de um sofredor incomoda muita gente.” O sacerdote ainda destacou que a inércia não deve ser uma opção para aqueles que, com Cristo, resolvem abraçar à Cruz e ser sinal de redenção: “Não devemos permanecer pasmos, temos que olhar para a Cruz de Cristo com bons olhos, enxergar bem e não ficar nas primeiras impressões, mas descobrir o verdadeiro sentido da Cruz de Cristo: um sofrimento extremado que não foi em vão, porque tinha o objetivo de transformar o mundo, transformar toda a dor e sofrimento em alegria, vida e salvação.”
Adoração da Cruz
Após a Oração Universal, conjunto de dez preces que convidam os católicos a elevar ao céu as súplicas pela Igreja e pelo mundo inteiro, sem exceções, a Cruz foi conduzida ao altar ainda coberta por um véu de cor roxa.
“Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a Salvação do mundo” era a aclamação proferida pelo Padre Cícero José durante a retirada das três amarrações que atavam o pano que cobria a imagem do crucificado. O rito foi seguido pelo beijo da Cruz, realizado pela Fraternidade Sacerdotal da Basílica e às religiosas da Fraternidade O Caminho.
Procissão com o Senhor Morto
Concluída à Solene Ação Litúrgica com a oração sobre o povo, os fiéis foram convidados a andar por algumas ruas do território paroquial com as imagens do Senhor Morto e da Virgem Dolorosa em um caminho embalado por cânticos piedosos que unidos ao som da matraca, antigo instrumento que reproduz som oco e estridente, ditavam o ritmo penitencial e funesto da consumação da Paixão de Cristo.
Após percorrerem alguns quarteirões do território paroquial, os fiéis retornaram à Casa da Mãe das Dores, onde as imagens ficarão expostas para veneração até às 22h.
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