Sexta-feira Santa: Solene liturgia da Paixão de Cristo

Sexta-feira Santa: Solene liturgia da Paixão de Cristo

Categoria: Basílica

31/03/2018 Por: Aline Salustiano


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O silêncio, altar sem nenhum adorno, nem toalhas, nem castiçais ou flores, são características da liturgia desta sexta-feira, 30 de março, onde a Igreja recorda a Paixão e Morte de Cristo. No momento, os fiéis participaram da liturgia que se divide em três partes: Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e o momento da Comunhão Eucarística.

Na Paróquia de Nossa Senhora das Dores – Basílica Santuário, a celebração aconteceu pontualmente às 15h, momento em que a Igreja recorda o último suspiro de Jesus na Cruz. Presidida pelo vigário paroquial, Padre Antônio Romão e concelebrada pelo padre Cícero José da Silva, Padre Cícero Gomes, Padre Paulo Borges, e pelo Frei Francisco Lopes, da cidade de Teresina – PI.

Paramentados de vestes vermelha, os sacerdotes prostraram-se ao chão, enquanto a assembleia permanecia em silêncio. Em um rito sóbrio, a sexta-feira Santa é o único momento em que a Igreja não celebra a Santa Missa. O Evangelho, (Jo 18, 1-19,42) foi  solenemente cantado pelo padre Paulo Borges e pelo leigo Rodrigo de Sousa. 

A homilia foi proferida pelo Frei Francisco Lopes que refletiu sobre o sentido da sexta-feira Santa que “a Igreja no mundo inteiro revive a morte de seu fundador, o filho de Deus, Jesus Cristo”, questionando os fiéis: “dentre tantas mortes no mundo, que nos acompanha desde o Jardim do Éden como salário do pecado, a morte de um só causa tanto rumor e tanta admiração?”.

Frei Lopes ainda destacou que o momento da veneração da Cruz, próprio deste dia, marca a exaltação da Cruz de Cristo, a cruz da Salvação. “Ele toma sobre si a cruz que ele não escolheu, e a multidão que grita qual a morte que Jesus deve ter, não uma morte qualquer, pela espada ou pela lança, mas será executado pela morte mais cruel, dias e dias de tortura. O objetivo era humilhar o traidor, o adversário, o rebelde, o ousado que levantou a voz para defender as coisas de Deus e as pessoas queridas por Ele.  Assim, Jesus aceita a morte que lhe dão, a cruz escandalosa, a cruz loucura, a cruz abominação. É a partir deste máximo do horror que Cristo nos dá a salvação”, disse.

Após a comunhão, que foi consagrada na celebração da Ceia do Senhor, aconteceu a procissão do Senhor Morto.

 

A Procissão do Senhor Morto

Ao final da celebração os padres e os fiéis, seguiram em procissão, com o esquife do Senhor Morto e a imagem de Nossa Senhora das Dores, pelas ruas do centro de Juazeiro do Norte.

Ao retornarem a Basílica Santuário, a comunidade pode fazer o seu momento de veneração a Cruz, um dos principais momentos da Sexta-feira Santa, o chamado “beijo da cruz”.

 

Via - Sacra

Ainda na manhã deste dia 30, os padres da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, participaram junto à comunidade, da tradicional Via-Sacra pelas ruas do Horto. O momento foi organizado pelos casais que fazem parte do Encontro de Casais com Cristo – ECC da forania II.

 

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