Categoria: Basílica
30/03/2024 Por: Nayane Moreira | Assessoria de Comunicação
A chama do fogo novo reluzia no centro da Praça do Romeiro na parte externa da Basílica de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, Ceará. Foi lá que teve início, às 19h, a celebração da Solene Vigília Pascal na Noite Santa. É na Missa de Aleluia, como também é conhecida a Vigília, que após a vivência espiritual da paixão e morte de Cristo na Sexta-feira Santa, os cristãos exultam de alegria pelo cumprimento da gloriosa ressurreição do Senhor.
Em volta da fogueira, o diácono Francisco Martins segurava ainda apagado o Círio Pascal. Na presença do corpo litúrgico e do povo reunido, o Padre Cícero José, reitor da Basílica, grafou no centro do Círio o formato da cruz e fincou na cera os cinco cravos que representam as chagas de Cristo. Em torno delas se encontram também os números que indicam o ano em decurso e as letras Alfa e Ômega, primeira e última do alfabeto grego, simbolizando que do início ao fim dos tempos, o Senhor é soberano e sua bondade acompanha a humanidade pelos séculos sem fim.
A bênção do fogo novo foi concedida e o Círio aceso a partir da fogueira abençoada ainda na parte externa da igreja. Depois disso é levado em procissão rumo ao altar da Casa da Mãe das Dores. No caminho, três paradas foram realizadas: a primeira aconteceu na porta da igreja, onde somente os sacerdotes acendem as velas, a segunda foi feita no corredor central, onde são acesas as velas de todos os fiéis, iluminando a igreja que se encontrava em completa escuridão, e a terceira foi realizada no altar. Todas as pausas eram acompanhadas da aclamação: “Eis a Luz de Cristo” e seguida da resposta: “Demos graças a Deus!”
Essa primeira parte da celebração, chamada de Lucernário ou Liturgia da Luz, é concluída com a incensação do Círio e Proclamação da Páscoa, cantada na Casa da Mãe das Dores pelo vigário paroquial, Padre Filipe Gonçalves.
Liturgia da Palavra
A segunda parte da celebração é composta pela Liturgia da Palavra. Ao todo foram proclamadas nove leituras, sendo sete do antigo testamento e duas do novo testamento (trechos da Carta de São Paulo aos Romanos e do Evangelho de São Marcos), além de oito salmos. Neles são narradas a história da salvação, desde a criação e selagem da antiga aliança com o povo de Israel até a primeira vinda do Filho Redentor que se imolou pela salvação da humanidade.
Após a proclamação da última leitura do antigo testamento, o hino de louvor, omitido durante todo o tempo quaresmal, foi cantado e as luzes da igreja e velas do altar foram acendidas, simbolizando a grande alegria pela ressurreição. Um outro momento marcante é o triplo entoar do Aleluia, confirmação da ação de graças ao Senhor pelo infinito amor manifestado na Cruz.
Liturgia Batismal
Na liturgia batismal, iniciada logo depois da homilia, foi realizada a bênção da água e cantada a Ladainha de todos os Santos. Na Vigília deste ano, a jovem Mariana recebeu os sacramentos de Iniciação à Vida Crista (Batismo, Eucaristia e Crisma) após passar pelo período de preparação chamado de catecumenato.
Em seguida, todos os presentes, de pé e com velas nas mãos, renovaram as promessas batismais e foram aspergidos com água benta.
Liturgia Eucarística
A Liturgia Eucarística e os ritos finais concluíram a solene celebração. Com o coração alegre por poderem exclamar os votos de "Feliz Páscoa", os fiéis também foram chamados a praticar o compromisso ao qual foram exortados na homilia proferida pelo Padre Cícero José.
"Cristo ressuscitou e nos espera nas Galiléias
(periferias) dos nossos dias. Ajudemos Jesus a implantar o Reino de Deus. Saiamos desta celebração renovados, alegres e anunciemos que o Senhor não ficou no sepulcro, mas ressuscitou e nos espera para continuarmos com Ele a missão", advertiu o reitor da Basílica.
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